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O pitch, por escrito

O texto completo por tras da apresentação — com os três fechamentos que o deck não mostra: para a Operação, para patrocinador e para universidade.

Documento canônico, servido direto do repositório. Leitura de 6 min.

CriptoSul — Pitch Institucional

Estrutura de 6 slides, conforme PE CriptoSul §6.1. Uma narrativa, três fechamentos — o slide 6 muda conforme quem está na sala; os cinco primeiros não.

Campo Valor
Versão v0.2.0 · dados de 2026-08-29
Audiência 1º Operação · 2º Patrocinador · 3º Universidade
Na plataforma Página pública
Responsável Lucas (PE §6.1)

🔴 Corrigido em 2026-08-29: os slides 3 e 4 reivindicavam um evento alheio. A v0.1.0 apresentava a semana de eventos de Passo Fundo (09 a 12/09) como nossa, e como "a estreia do segundo capítulo". Ela é do Hackathon Solana & Cursor — realizado por Superteam Brasil, Solana e Cursor, e organizado localmente pelo Draau e pelo Marcelo. A CriptoSul dá apoio de pessoal e está no palco de quatro dos eventos, e é isso que o pitch diz agora. A fonte e o detalhe estão em 2026-09-04-EVENTO-PUCRS.md §5.

⚠️ Todo número aqui é real e verificável no Luma. O PE condiciona a captação a "audiência comprovada" — número inflado destrói a conversa na primeira pergunta. Ao atualizar, use dados de check-in, não estimativa.


Slide 1 — A lacuna

O Sul do Brasil não tem uma comunidade cripto estruturada.

São Paulo e Rio concentram os eventos, os builders e as oportunidades. Quem está em Porto Alegre, Caxias, Passo Fundo ou Florianópolis aprende sozinho, migra, ou desiste.

Não falta talento. Falta lugar onde ele se encontre.

Ancoragem: o SWOT do PE §3.1 trata "ausência de comunidade cripto consolidada em POA" como força e oportunidade ao mesmo tempo. O espaço institucional está aberto.


Slide 2 — Quem somos

Comunidade cripto do Sul do Brasil. Porto Alegre, expandindo para RS, SC e PR.

Três pilares: educação · presença · construção de projetos.

E três compromissos que nos separam do resto do mercado:

Neutralidade entre protocolos Não promovemos token, protocolo ou plataforma. Curadoria por mérito técnico.
Educação antes de especulação Fundamento e formação profissional. Não damos recomendação de investimento.
Construção sobre hype Espaço para quem constrói, ensina e contribui. Discurso promocional não entra.

Público: builders, desenvolvedores e estudantes de engenharia, TI, economia, direito e contabilidade.


Slide 3 — O que já existe

Não é projeto. Já está rodando.

6 encontros realizados meetups e bootcamps, em cerca de 5 meses
28 participantes no bootcamp com a Solana Superteam Brasil Realizado no TECNOPUC, na PUCRS
Podcast 2 episódios gravados
Segundo capítulo nascendo Passo Fundo, com equipe local própria
Núcleo ativo 9 pessoas organizando, todas voluntárias

Tudo isso em bootstrap. Sem CNPJ, sem orçamento, sem ninguém remunerado.

Se perguntarem o tamanho dos meetups próprios: de 8 a 11 pessoas, e o de julho sem registro de check-in. Responda direto — a comunidade tem cinco meses. O dado relevante não é o tamanho de hoje, é a inclinação da curva: de um encontro esporádico para uma agenda fechada até maio de 2027.

⬜ As 96 pessoas nos grupos são de 2026-07-25 e não foram reconferidas. É o único número deste documento sem data recente — reconferir antes de usar em conversa de patrocínio.


Slide 4 — Para onde vamos

A agenda já está fechada até maio de 2027 — e ela termina no nosso próprio hackathon.

Quando O quê Onde
04/09 Sistema Paralelo — DeFi, com três palestras PUCRS · Tecnopuc Capital Hub
16/09 Meetup CriptoSul Bar A Virgem
outubro Meetup + workshop com o SecOps Porto Alegre
novembro Bootcamp na UFRGS, meetup, e a IslandDAO Porto Alegre · Florianópolis
maio/27 O nosso hackathon — em organização Porto Alegre

E o Pitch Day cai no Pizza Day, 22 de maio.

Em 12 meses: 24 eventos · 10 palestras institucionais · conteúdo semanal sem falha · 300 a 500 participantes ativos · 3 ou mais parcerias institucionais formalizadas.

O que acontece em setembro e não é nosso

Em Passo Fundo roda o Hackathon Solana & Cursor, de 31/08 a 12/09 — realizado por Superteam Brasil, Solana e Cursor, organizado localmente pelo Draau e pelo Marcelo, com apoio da UPF e do Passo Fundo Valley.

A CriptoSul não organiza esse hackathon. Dá apoio de pessoal — e gente nossa está no palco de quatro dos eventos dele: a abertura (Bernardo), o bootcamp para empresários e o workshop na ATITUS (Ronaldo) e o meetup no IFSul (Lucas e/ou Bernardo).

Diga assim, e não de outro jeito. Não organizar e ainda assim estar no palco prova mais do que assinar embaixo de um cartaz alheio — e quem está na sala costuma conhecer quem organizou.


Slide 5 — Como nos sustentamos, sem vender a neutralidade

Toda comunidade cripto enfrenta a mesma pergunta: como aceitar dinheiro do ecossistema e continuar independente?

Nossa resposta é estrutural, não retórica:

Ser financiado por um protocolo é captura. Ser financiado por vários ao mesmo tempo é independência.

Nenhum financiador individual tem poder sobre a pauta, porque nenhum é indispensável. Hoje já há relação com Solana, Avalanche, Stellar e Cursor — e a diversidade não é acaso, é o mecanismo.

Isso vem com regra escrita, não com promessa:

  • Nenhum patrocínio condiciona pauta editorial, palestrante ou posicionamento — cláusula inegociável
  • Todo vínculo de membro com protocolo é declarado, e quem tem vínculo se abstém das decisões relacionadas
  • Quem financiou o quê é divulgado por evento

Modelo de receita: permuta de espaços · ingresso simbólico (R$ 15-25 em treinamentos; meetup sempre gratuito) · patrocínio e grants de ecossistema.


Slide 6 — O pedido

6A · Para a Operação (interno)

Não estamos pedindo dinheiro. Estamos pedindo construção.

A comunidade tem quatro meses e já chegou ao Tecnopuc, fechou com a Solana e está abrindo um segundo capítulo. O que decide o próximo ano não é orçamento — é quantas pessoas assumem uma frente e a levam até o fim.

Entre na Operação. Escolha uma frente. Traga alguém.

6B · Para o patrocinador

Vocês não estão comprando logo em banner. Estão comprando acesso a builders do Sul, num espaço onde a curadoria é confiável justamente porque é neutra.

O que oferecemos: presença nos eventos, acesso a público técnico qualificado, e associação com uma comunidade que não vende pauta — o que torna a associação valiosa.

O que não oferecemos: exclusividade, influência sobre conteúdo, ou escolha de palestrante.

Pedido: apoio ao ciclo de eventos do próximo trimestre.

6C · Para a universidade ou hub

Levamos conteúdo técnico atual para dentro da instituição, sem custo, com equipe própria.

Blockchain, contratos inteligentes, segurança e criptoeconomia são temas que os alunos procuram e que a grade raramente cobre no ritmo do mercado.

O que pedimos: espaço e acesso ao corpo discente. O que entregamos: workshops, palestras e bootcamps executados por nós.

Já funciona assim no Tecnopuc/PUCRS, e é o modelo de ATITUS e IFSul em setembro.

Pedido: carta de intenções formalizando a parceria.


Notas de uso

  • Slides 1 a 5 nunca mudam. Só o 6.
  • Atualize os números a cada evento. Pitch com dado velho envelhece a comunidade inteira.
  • Para patrocinador (6B), leve a lista de eventos com data, local e presença — a conversa fica concreta rápido.
  • Para universidade (6C), leve a carta de intenções já redigida. Sair da reunião com assinatura vale mais que sair com entusiasmo.